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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Jovem de 17 anos é apreendido e diz que enquanto tiver proteção legal, continuará na "vida do crime": "Isso num dá nada não", justificou


Segundo o menor, assalto a posto de gasolina foi o primeiro em que foi apreendido, apesar de viver há muito tempo no mundo do crime

IPATINGA – Um adolescente de 17 anos reclamou da Polícia Militar e debochou das leis brasileiras após ser apreendido por conta de assalto cometido em um posto de combustível no bairro Caravelas, nesta quarta-feira (6). Além do menor, outro jovem de 18 anos foi preso como cúmplice do roubo.

Por volta de 19h30, a dupla chegou montada em uma bicicleta e, com uma garrucha, roubou a quantia de R$ 197 reais que estava no bolso do frentista. Após o assalto, os jovens fugiram, mas não contaram com a presença de um PM que estava de folga e presenciou toda a ação em seu veículo particular. O militar seguiu os ladrões e pediu reforço de outras viaturas. A dupla foi abordada na avenida JK, no bairro Jardim Panorama. A arma estava sem munição.

SARCASMO
O tom sarcástico do menor chamou a atenção dos policiais e de repórteres que acompanharam o registro da ocorrência. O jovem disse que nada iria lhe acontecer porque é menor de idade. “Isso num dá nada não. Minha mãe já sabe que se tiver que matar, eu mato, se tiver que roubar, também. Eu fumo maconha dentro de casa. Eu “tô” nessa vida é para matar ou morrer. Não pode dar mole não, aí”, disse, acrescentando que as atuais leis brasileiras que “protegem” os menores lhe dão total segurança de voltar às ruas e cometer novas infrações. “Se um dia a lei mudar, eu paro com isso. Eu gosto da vida do crime. Mas isso é uma fase da vida enquanto eu sou ‘de menor’. Cada fase é fase. Quando tiver de ‘maior’, vou sair”, afirma.

No dia 25 de junho deste ano, o menor completa 18 anos de idade e manda um recado: “Eu tenho que arrebentar a boca do balão antes disso. Em seu relato, o adolescente disse que nunca estudou na vida e que desde criança vive no mundo do crime. Ele disse que o assalto de ontem foi o primeiro em que foi pego. “Sempre estive na vida do crime, desde criança. Vendendo droga, fumando maconha”, conta.

IRRITADO
O adolescente também demonstrou irritação por ter sido apreendido. “Eu só quero sair deste lugar, ir embora, dormir, jantar, pensar na vida de amanhã e ver o que vou arrumar e descontar essas raivas que estou passando”, diz.
O dinheiro roubado, segundo ele, era dele, a arma, relógio e um celular. “Perdi meu dinheiro, meu ferro (arma) e eles (polícia) pegaram meu relógio e meu celular, que minha mãe me deu. E ela sabe que foram coisas adquiridas sem precisar roubar”, finaliza.

FRUSTRAÇÃO
O sargento Araújo - que abordou a dupla -, após ouvir atentamente o discurso do adolescente, considera um pouco frustrante a ação de apreender menores do crime. “Para a gente que trabalha no dia a dia tentando tirar do meio da sociedade indivíduos dessa natureza, é frustrante. Infelizmente a lei faculta a esses menores infratores serem encaminhados para a delegacia e não serem presos, mas a PM vai continuar no seu trabalho combatendo o crime, seja praticado por maior ou menor”, enfatiza o policial.

Diário Popular

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