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domingo, 29 de abril de 2012

Delegado revela detalhes sobre o baralho do crime

As cartas foram criadas em 2011 com os oito homens mais procurados

Danúbia Mota
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Gilmaro Alves é o autor da ideia das cartas de baralho

TIMÓTEO – Falta uma carta para “fechar o jogo no baralho do crime”, lançado pela Polícia Civil de Timóteo para prender os oito homens mais procurados na comarca por diversos crimes cometidos. Desde que foram lançadas as cartas com as fotos dos rostos dos procurados, sete já foram detidos em Timóteo e cidades vizinhas. Mas falta o “Ás de Espadas”, Alexandre Estanciola.
O assunto é tema de entrevista do delegado de Polícia Civil de Timóteo, Gilmaro Alves. As cartas foram criadas no segundo semestre de 2011 pelo delegado e divulgadas em primeira mão pelo DIÁRIO DO AÇO.

DIÁRIO DO AÇO – Como surgiu a ideia de criar o baralho do crime?
GILMARO ALVES - Ao longo dos anos percebemos que várias pessoas, que tinham mandados de prisão, eram procuradas pela polícia e não eram encontradas, mas continuavam a cometer roubos e homicídios na cidade. Pensamos numa forma de facilitar a memorização dos foragidos por parte da polícia e da população. A primeira ideia foi a de colocar a imagem dessas pessoas na imprensa, para que a sociedade pudesse ajudar a polícia a encontrá-las. E, com isto, entendemos que ajudaria a diminuir o fluxo de ocorrências policiais, principalmente no que tange aos crimes contra o patrimônio e tráfico de drogas. Daí, pensamos em associar estas imagens a alguma coisa que é conhecida, como é o caso das cartas do baralho. Como o baralho tem 54 cartas, escolhemos apenas oito, para que pudéssemos facilitar a memorização delas.

DA – Das oito pessoas nas cartas, sete já foram presas. Como está a situação desses investigados?
GILMARO ALVES – Integram as oito cartas de baralho Alexandre Estanciola, que está foragido, e os setes já presos, Jordânio Estanciola de Paula, José Paulo Silva Moreira, Rodrigo Martins Custódio, Deidson Maia Bonifácio, Douglas Arzemiro Linhares Pereira, Júlio Mateus da Silveira Silva e Rubens Reis Sartori. Esses sete estão presos e permanecem na unidade prisional em Timóteo, aguardando a Justiça. Os crimes são diversos, entre eles, homicídios, tráfico de drogas e roubo. Todos que estão no baralho cometeram crimes graves. E, por força de um mandado de prisão, Rodrigo Martins Custódio, de 26 anos, o “Calado”, o “10 de Espadas” do baralho, foi preso em Antônio Dias. Portanto, só falta o “Ás de Espadas”, Alexandre Estanciola. A participação da população é importante e pode ser feita por meio de denúncia anônima. Pedimos mais uma vez à sociedade que nos ajude denunciando o último procurado.

DA – Existe proposta de se criar um novo baralho, para divulgar imagens de outros criminosos?
GILMARO ALVES – Existe não só a ideia de se criar o baralho para a comarca de Timóteo como também em nível regional, a pedido do chefe do 12º Departamento de Polícia Civil, Walter Felisberto. O delegado regional de Polícia Civil, Alexsander Esteves Palmeira, apoia este projeto e solicitou que déssemos amplitude à iniciativa. Concluindo a prisão deste último procurado, daremos continuidade ao projeto, utilizando o novo catálogo que é preparado pela Policia Civil.

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