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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Ipatinga registra 1º homicídio em 2012

Crime ocorreu em plena luz do dia, no bairro Vila Celeste


Wellington Fred / Diário do Aço
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Nenhum morador viu ou ouviu os autores do crime que descarregaram um revólver

IPATINGA - O ajudante Kleomarques Soares de Souza, 18 anos, foi executado a tiros na tarde desta segunda-feira (2). A violência já deu o tom em 2012, como no ano passado, com o primeiro homicídio registrado no Vale do Aço. O homicídio ocorreu na rua Maitaca, no bairro Vila Celeste. O rapaz era usuário de drogas, segundo familiares e policiais que atenderam o caso.
O crime ocorreu por volta das 16h30, conforme contou o cabo PM Elias, que atendeu a chamada. “Temos ainda poucas informações. Ninguém sabe direito como foi, mas ele apresenta seis perfurações de entrada e saída dos projéteis”, disse o militar em conversa com o DIÁRIO DO AÇO.
Informações extra-oficiais apontam para dois homens que seriam os autores do homicídio. Eles seriam moradores do Vila Celeste, mas não foram encontrados até o fechamento desta edição. Eles surpreenderam Kleomarques e, depois dos tiros, fugiram. Uma unidade do Samu chegou a ser deslocada para o local do crime, mas a vítima já estava sem vida.

Um par de chinelos Havaianas vermelhos foi apreendido pelos policiais. O local foi isolado para o trabalho do perito Gilmar Miranda, que constatou perfurações nas costas, tórax e braço esquerdo, seis marcas de tiros entre entradas e saídas. Um dos projéteis acertou uma porta de aço de um ponto comercial onde o rapaz caiu baleado.

Familiares
No local compareceram um irmão e tia da vítima. Mais tarde chegou o pai, o capitão PM da reserva, Eliomar Soares. O filho não mora com o militar, mas com a mãe, no Vila Celeste, segundo informações dos moradores no local. O oficial aposentado chegou, verificou a situação e saiu do local segurando as lágrimas.
O capitão Leonardo Vieira, comandante da 138ª Companhia da PM, informou que as buscas estão sendo realizadas para tentar levantar pistas da autoria do crime. “Sabemos que, na hora, o povo fica com medo de falar, mas pode passar para o 181 (Disque-Denúncia), e não precisa se identificar”, comentou o militar, apontando que os investigadores da Polícia Civil também iniciaram as investigações.

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