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sábado, 21 de janeiro de 2012

Civil é assassinado por traficantes / Policial civil morre em tiroteio / Mãe de jovem morto contesta versão policial / Familiares contestam / Corpo de detetive morto durante troca de tiros em Contagem é velado neste sábado

Investigador, que estava prestes a se aposentar, levou um tiro no peito; suspeito também foi morto na operação 

O TEMPO /FOTO: LEO FONTES
Polícia Civil prendeu quatro suspeitos e procura mais dois
Era para ser apenas um levantamento sobre o funcionamento de um ponto de distribuição de drogas na Vila Santa Rita, no bairro Cidade Industrial, em Contagem, na região metropolitana da capital. Em uma viatura descaracterizada, cinco policiais da Divisão de Tóxicos seguiram para o local. Sem usar uniformes e coletes à prova de bala, acabaram descobertos. Após troca de tiros, um suspeito e um dos investigadores morreram.

Com quase 30 anos de polícia, Sérgio Barbosa Toledo, de 50 anos, o Serjão, se aposentaria daqui a quatro meses. Separado e pai de uma adolescente de 16 anos, morreu com um tiro no peito. Ele chegou a ser socorrido em uma viatura da PM que passava pela região, mas morreu a caminho do Hospital Santa Rita. "Ele foi assassinado no cumprimento do seu dever. Deu a vida pela sociedade", disse o chefe da Divisão Antidrogas, delegado Luiz Flávio Cotard.

De acordo com o delegado, não foi possível identificar ainda quem atirou no policial. Ao que tudo indica, cinco criminosos participaram do tiroteio. Um deles também morreu. Erick Jaimes Rodrigues, de 18 anos, tinha várias passagens pela polícia e, segundo os policiais, era temido no Bairro das Indústrias.

Elisângela Patrícia Moreira, de 33 anos, foi ferida por estilhaços de balas. Após receber atendimento médico, acabou presa por envolvimento com drogas. Ela é mulher de Hilo Alexandre Rodrigues dos Santos, de 30 anos, que foi preso sem ferimentos. "Ele (Hilo) é apontado como chefe do ponto de distribuição de drogas no Industrial", disse Cotard. Além de Hilo, outros dois suspeitos também foram presos: Tiago Sardinha Gonçalves, de 25 anos, e Breno Nascimento Fagundes, de 18. A polícia ainda vai investigar se eles tiveram participação no tiroteio. Outros dois suspeitos são procurados.

Na casa de Hilo, os policiais precisaram atirar em um cão da raça pit bull, que morreu. O animal guardava quase 500 g de cocaína e cerca de 10 kg de maconha, que teria vindo do Paraguai. As drogas seriam distribuídas nas bocas de fumo do bairro.

RevólverApós o tiroteio, a polícia apreendeu um revólver calibre 38 com quatro cartuchos deflagrados e 22 intactos. A arma será analisada para se saber se foi usada no assassinato.



Policial civil morre em tiroteio 

Investigadores encontraram drogas e quatro pessoas foram presas 

O TEMPO /FOTO: LEO FONTES
Movimentação. Na manhã de ontem, a Vila Santa Rita ficou tomada por dezenas de viaturas da Polícia Civil que cercou a região
Uma troca de tiros na tarde de ontem entre policiais civis e traficantes terminou na morte de duas pessoas, entre elas um detetive, na Vila Santa Rita, no bairro Industrial, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.

De acordo com a Polícia Civil, em uma viatura descaracterizada, sem usar uniformes e coletes a prova de balas, cinco policiais da divisão antitóxicos seguiram para o aglomerado. Há 15 dias, os policiais faziam um levantamento sobre o funcionamento de um ponto de distribuição de drogas, que estaria abastecendo as bocas de fumo da região.


"Assim que uma entrega de drogas foi realizada nesse local, os policiais acabaram descobertos por um olheiro do tráfico, dando início ao tiroteio", explicou o chefe da Divisão Especializada Antidrogas, delegado Luiz Flávio Cotard.


O confronto aconteceu em um beco. Durante a troca de tiros, os suspeitos se esconderam em três barracões. Com quase 30 anos de polícia e a menos de quatro meses de se aposentar, Sérgio Barbosa Toledo, 50, foi atingido com um tiro no peito quando tentava arrombar um portão que dava acesso aos esconderijos. Socorrido por uma viatura da PM que passava pela região, Toledo morreu logo após dar entrada no Hospital Santa Rita, no Barreiro.


Erick Jaimes Rodrigues da Silva, 18, suspeito de tráfico, também morreu com um tiro. Elisângela Patrícia Moreira, 33, foi ferida por estilhaços de tiros. Após ser medicada, acabou presa por envolvimento com a distribuição de droga. Ela é mulher de Hilo Alexandre Rodrigues dos Santos, 30, que também foi preso, mas não sofreu ferimentos.


"Ele (Hilo) é apontado como o chefe do tráfico", afirma Cotard. Além do traficante e da mulher, outros dois suspeitos foram presos e podem ter participado do tiroteio: Tiago Sardinha Gonçalves, 25, e Breno Nascimento Fagundes, 18. Outros dois investigados fugiram e ainda são procurados.


Nos três barracões foram encontrados quase 10 kg de maconha, 500g de cocaína, duas balanças de precisão, um revólver calibre 38 com 22 munições intactas e quatro deflagradas. Os quatro presos foram encaminhados para a Divisão de Tóxicos. 
Mãe de jovem morto contesta versão policial
Assustada com as marcas dos tiros e manchas de sangue no beco, a vendedora Elisângela Rodrigues, 35, contestou a versão da polícia. Segundo ela, seu filho, Erick Jaimes Rodrigues Silva, 18, era usuário de drogas e nunca se envolveu com o tráfico. "Ele nunca teve arma ou vendeu drogas. O problema dele era o consumo", disse.

Após os trabalhos da perícia nos barracões onde as vítimas morreram, vários curiosos invadiram os imóveis. "Queremos ver o que aconteceu", disse a dona de casa Maria do Socorro, 43. (GS)

Gate diz que morte de PM foi execução
Representantes de associações da Polícia Militar e políticos se reuniram na manhã de ontem, em Belo Horizonte, para cobrar medidas mais rigorosas na apuração da morte do sargento Rafael Augusto Resende, 23.

O militar foi morto a tiros no fim de semana passado por quatro policiais civis, após uma discussão em um baile funk, em Esmeraldas, na região metropolitana. Durante a reunião, a morte do PM foi tratada como execução. Também foi cobrada a prisão dos policiais. (RV)
O TEMPO /FOTO: LEO FONTES
Selo de ´qualidade´. A droga, que foi entregue na boca de fumo momentos antes da chegada dos policiais, tinha até selo de qualidade: a figura de um cavalo.
Familiares contestam
Após o tiroteio, curiosos tomaram conta das ruas do aglomerado para ver o que aconteceu. Desesperada com as marcas dos tiros e as manchas de sangue na extensão de todo o beco, a vendedora Elisângela Aparecida Rodrigues, de 35 anos, contestou a versão da polícia de que o filho seria criminoso e de que teria participado do confronto com a polícia. Segundo ela, Erick Rodrigues era usuário de drogas, mas não comercializava o entorpecente. "Nem meu filho nem meus irmãos tinham armas ou mesmo vendiam drogas".

Na Divisão Antitóxicos, para onde foram levados os três suspeitos presos, parentes também afirmavam a inocência dos acusados. A mãe de Breno Nascimento negou que o filho tivesse envolvimento com o tráfico e com o tiroteio. "Ele estava em casa jogando videogame quando aconteceram os disparos. Não estava com arma e muito menos com droga quando os policiais o prenderam", afirmou a dona de casa de 34 anos, que pediu para não ter o nome divulgado. (Com Gabriela Sales)
Corpo de detetive morto durante troca de tiros em Contagem é velado neste sábado
O TEMPO /FOTO: LEO FONTES
Na manhã dessa sexta, a Vila Santa Rita ficou tomada por dezenas de viaturas da Polícia Civil
O corpo do detetive morto durante uma troca de tiros em Contagem, na Grande BH, é velado neste sábado (21) no Cemitério do Nosso Senhor do Bonfim, no bairro Bonfim, na região Noroeste de Belo Horizonte. O policial civil, de 50 anos, foi assassinado na tarde dessa sexta-feira (20) na Vila Santa Rita, no bairro Industrial.
Em uma viatura descaracterizada, sem usar uniformes e coletes a prova de balas, cinco policiais da divisão antitóxicos entraram no aglomerado, já que há 15 dias haviam feito um levantamento sobre o funcionamento de um ponto de distribuição de drogas no local. Porém, logo depois que foi feita uma entrega de drogas, os policiais foram descobertos por um olheiro do tráfico, quando foi iniciada a troca de tiros.
Sérgio Barbosa Toledo foi atingido com um tiro no peito quando tentava arrombar um portão que dava acesso aos esconderijos dos traficantes. O detetive chegou a ser socorrido por uma viatura da PM que passava pela região, mas não resistiu aos ferimentos e morreu ao dar entrada no Hospital Santa Rita, na região do Barreiro.
Erick Jaimes Rodrigues da Silva, de 18 anos, também morreu com um tiro e era suspeito de vender drogas na mesma região. Elisângela Patrícia Moreira, de 33 anos, foi ferida por estilhaços de tiros e, após ser medicada, acabou sendo presa por envolvimento com a distribuição de entorpecentes. A detida é mulher de Hilo Alexandre Rodrigues dos Santos, de 30 anos e que também foi preso por ser apontado como o chefe do tráfico do bairro Industrial.
O enterro de Sérgio Barbosa Toledo está marcado para às 16h deste sábado.

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